Escrever, pra mim, é como um vômito a quem tem náusea: um grande alívio. Disse isso outro dia no Twitter.
Ontem, sadia e cheia de planos, comprei um mega protetor solar com o intuito de me estirar numa canga, comer lambreta e ler alguma coisa. Programinha de paz, programinha de gente satisfeita com a própria vida, independente das circunstâncias. Aliás, essa é a minha felicitação padrão a qualquer aniversariante - que se seja feliz independente do que ocorrer. Rico, pobre, casado, solteiro, que você tenha dentro de si a paz de quem está satisfeito com o que o tem e, sobretudo, com o que se tornou.
Anyway, o título deste blog não é em vão e náuseas não me são raras. Talvez, por isso mantenha essa silhueta esbelta, mesmo sendo integrante de uma família de gordinhos. Os embrulhos me tiram o apetite, mas nesta última noite, especificamente, acordei na madrugada a ponto de vomitar. Coloquei tudo para fora. O que não foi digerido, o que estava engasgado, o que, evidentemente, me fazia mal. Após uma série de vômitos, rezei a pedi ao meu anjo da guarda que me permitisse dormir em paz. De pronto, fui atendida. No entanto, acordei e já sem mais o que fazer para dar fim àquele mal-estar, fui ao hospital. Virose. O bom e velho diagnóstico.
À exceção da febre, dos enjôos e da pequena frustração de não ver meu desejo de mar saciado, ganhei dengo de mãe e passei o dia debaixo das cobertas, vendo tv. Há tempos não me entregava à anestesia daquela programação que, em nada, me diz respeito. E, num curto momento de curiosidade, vi numa das redes sociais que participo, que qualquer desconforto físico seria melhor do que o encontro que seria inevitável, se eu realmente tivesse ido à praia. Ok, Ele exagerou nos meios, mas Deus sempre sabe o que faz.
Agora, após este post, tenho certeza da diminuição de minha enfermidade. Afinal, não há, aqui dentro, nada mais que eu possa expulsar violentamente pela boca.