segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Brigando com instintos.


"Deixe-me dar umas dicas sobre Deus para você. Deus adora olhar. Ele é um gozador. Pense. Ele deu aos homens instintos. Ele deu a vocês esse dom extraordinário e o que Ele faz? (e eu juro que é apenas para o divertimento Dele, uma piada cósmica por assim dizer): Ele cria regras completamante opostas! É a maior piada de todos os tempos! Ele diz: olhe, mas não toque. Toque, mas não prove. Prove, mas não engula. E enquanto você fica pulando de um pé ao outro tentando se adequar a isso, sabe o que Ele está fazendo? Ele está se matando de rir! Ele é um sádico!"

Uma de minhas cenas preferidas de Devil's Advocate.

sábado, 17 de outubro de 2009

Obrigada.

Aproveito o embalo para agradecer.

Quero agradecer a Deus por ter me dado saúde suficiente para enfrentar cada batalha, a começar pelo meu nascimento, em que fui tida como perdida pelos médicos. Ganhei essa e outras. Perdi outras tantas, também. Mas estou aqui, viva, bem nutrida e, principalmente, bem criada. Porque, além de não faltar feijão aqui em casa, dignidade e decência meus pais têm pra dar e vender.

Agradeço por nunca ter batido à minha porta a Polícia Federal e sua pirotecnia em busca de seu ninguém. Agradeço por fazer parte de um núcleo familiar que se sustenta e nutre amor e respeito por cada um de seus integrantes gratuita, irrestrita e incondicionalmente. E se é verdade que a gente escolhe nossa família antes de nascer, eu não poderia ter feito escolha melhor.

Agradeço pelos bons exemplos, pelos bons valores. Porque se Ruy Barbosa tinha vergonha de ser honesto neste país, eu persisto em me orgulhar. E, como diria o pai de um outro amigo meu: de laranjeira não sai banana, não.

Por tudo isso agradeço e me sinto imensamente feliz.

Cortinas abertas.

Outro dia, ao dizer o que estou prestes a dizer a um amigo, ele disse que, se não me conhecesse, acharia que eu era viciada em pó. Ri e deixei pra lá, afinal não sou chata a ponto de só nutrir afeição por quem pensa como eu.

Mas, sim, o que eu disse a esse querido amigo foi, na verdade, uma descoberta pessoal. Algo que, apesar de ouvir de minha mãe desde pequenininha, não conseguia compreender. Disse que a felicidade não estava em jantar nos melhores restaurantes, em participar das maiores badalações, em ter o armário repleto de álbuns de fotografias sorridentes, nem sempre condizentes com o que se sente por dentro. Também não está em comer 'macarrons' em Paris, ter o carro do ano, andar rodeado de verdadeiras beldades, tomar champanhe rosé no café-da-manhã. Não que tais coisas não nos tragam conforto e prazer e sejam, até certo ponto, desejadas. Mas, nem de longe, trazem a verdadeira felicidade.

Porque a felicidade é acordar e perceber que não se tem nada disso, mas que a vida é possível e que você é capaz. Felicidade é gostar de estar junto ou querer estar junto, mas não precisar estar junto. Isso, felicidade é não precisar. A vida é uma folha de papel em branco em que se tem ampla e total liberdade de se desenhar o que quiser. Felicidade é saber apreciar cada traçado, cada contorno e colorido que a sua vida ganha. Felicidade é a paz de espírito necessária para que se possa apreciar tudo isso. Porque sem ela, meu amigo, a vista dos Alpes Suíços não te tocará, nem te dirá simplesmente nada.

À propósito, essa paz é construção de cada um. Não se ganha no amigo-secreto, muito menos nos presentes de Natal. Desejo, verdadeiramente, que cada um possa sair da inércia e dar seu primeiro passo a caminho do topo da montanha - sua satisfação pessoal. Por experiência própria, eu garanto: a vista lá de cima é mesmo muito linda!

domingo, 27 de setembro de 2009

Divagações num quarto escuro.

Encontra-se num quarto escuro. Não sabe ao certo como parou ali. Sabe que, vez por outra, batem à porta e tentam entrar. Alguns, sem muita intimidade e mesmo não ultrapassando os limites, se interessam e querem conversar. Educadamente, responde a todas as perguntas. Aprecia e agradece a companhia.

Outros, aqueles de riso frouxo e espírito de folião, fingem não ver. Fingem não saber. Voltam-se a tudo o que consideram importante e neste rol, o quarto escuro não é listado. Tudo bem, este também é um direito que lhes cabe.

No fim das contas, dá-se conta do óbvio. Sabe-se sempre quem é capaz de estender uma mão, ainda que surpreendente seja a generosidade de alguns semi-conhecidos. O que não é mais imprevisível é o egocentrismo e a ausência dos que se dizem íntimos. Mas, tem nada não. Sabe-se, também, que a porta está apenas entreaberta. Então, "levanta-te e anda", porra!

sábado, 19 de setembro de 2009

Consolação.

Escrever, pra mim, é como um vômito a quem tem náusea: um grande alívio. Disse isso outro dia no Twitter.

Ontem, sadia e cheia de planos, comprei um mega protetor solar com o intuito de me estirar numa canga, comer lambreta e ler alguma coisa. Programinha de paz, programinha de gente satisfeita com a própria vida, independente das circunstâncias. Aliás, essa é a minha felicitação padrão a qualquer aniversariante - que se seja feliz independente do que ocorrer. Rico, pobre, casado, solteiro, que você tenha dentro de si a paz de quem está satisfeito com o que o tem e, sobretudo, com o que se tornou.

Anyway, o título deste blog não é em vão e náuseas não me são raras. Talvez, por isso mantenha essa silhueta esbelta, mesmo sendo integrante de uma família de gordinhos. Os embrulhos me tiram o apetite, mas nesta última noite, especificamente, acordei na madrugada a ponto de vomitar. Coloquei tudo para fora. O que não foi digerido, o que estava engasgado, o que, evidentemente, me fazia mal. Após uma série de vômitos, rezei a pedi ao meu anjo da guarda que me permitisse dormir em paz. De pronto, fui atendida. No entanto, acordei e já sem mais o que fazer para dar fim àquele mal-estar, fui ao hospital. Virose. O bom e velho diagnóstico.

À exceção da febre, dos enjôos e da pequena frustração de não ver meu desejo de mar saciado, ganhei dengo de mãe e passei o dia debaixo das cobertas, vendo tv. Há tempos não me entregava à anestesia daquela programação que, em nada, me diz respeito. E, num curto momento de curiosidade, vi numa das redes sociais que participo, que qualquer desconforto físico seria melhor do que o encontro que seria inevitável, se eu realmente tivesse ido à praia. Ok, Ele exagerou nos meios, mas Deus sempre sabe o que faz.

Agora, após este post, tenho certeza da diminuição de minha enfermidade. Afinal, não há, aqui dentro, nada mais que eu possa expulsar violentamente pela boca.

domingo, 6 de setembro de 2009

A dor de ir embora.


A dor de ir embora, a dor de ir embora, a dor de ir embora. Desde não sei que dia estou com isso ecoando na cabeça. O apego te domina e aquele lugar, aquele cheiro e todos os pequenos estímulos que seu organismo pode receber te deixam, como a um bom proprietário, em permanente vigília. É tudo seu. Cada pedaço, cada segundo, cada mentira e cada verdade mascarada. É tudo seu. E, diante de tamanha posse, fechar os olhos e permitir que o tempo se esgote são, exclusivamente, o que não se quer. Mas é chegada a hora de ir e, assistindo ao alvor do dia, enquanto se suporta dores físicas e morais, arrasta-se até a porta e espera-se, até o último momento, que alguém minta e te peça pra ficar.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Cat Stevens me entenderia.


And in the morning when you fill my eyes
I knew that day I couldn't do,
Ahh, no wrong, I couldn't do.
And so my mind begins to memorize
'Cause time will never seem the same,
Ahh, no more, never again.

I'm just a coaster but my wheels won't go,
My legs are weak my heels are low.
I'm just a coaster but my wheels won't roll.
Can't make no headway on this road.

There's an empty space inside me now,
A wasteland deep beneath the snow,
So cold, nothing'll grow.


I'm just a coaster but my wheels won't go,
My legs are weak my heels are low.
I'm just a coaster but my wheels won't roll.
Can't make no headway on this road. What road?
And in the morning when you fill my eyes
I knew that day I couldn't do

P.S.: Volto na primavera. Ou no verão.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Indicação de leitura.

Aos conhecidos "comunistas de Land Rover", segue a indicação de leitura do texto
O ser petista, de autoria de Marcelo Tas.

That's all for today.

domingo, 23 de agosto de 2009

I couldn't see it coming.


São de impressionar as mudanças que a vida impõe. Anda-se calmo e confiante e, num segundo, a conhecida "força maior" desfaz seus planos e testa sua capacidade de improvisação. Você rebola, se vira daqui, dá um jeito dali e, por vezes, é aprovado. Em outros momentos, derrotado, sacode a areia da roupa, estuda novas estratégias e se prepara melhor para as futuras oportunidades que, certamente, virão. Quando, já sem tanta criatividade, a vida te propõe experiências semelhantes, você entra em campo de salto alto e, num piscar de olhos, numa fração de segundos, dá-se conta de que, mais uma vez, vai perder de lavada. E, aqui, a culpa não é do juiz ou de sua injustiçada mãe. Resta-lhe, então, apenas as velhas e inevitáveis perguntas.

Mas não sei. Não sei como você parou aí. Não sei como não percebeu as mudanças. Não sei em que momento o certo mostrou-se escorregadio e desceu pelo ralo. Não sei porque justo com você. Não sei porque ontem sim. Não sei porque hoje não. Não sei, não sei e não sei.

"Basta tão pouca coisa para nos pôr a perder ou para nos salvar".
Guy Maupassant.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Quanto mais rezo...

Acabo de receber um email de alguém que prefiro não identificar, querendo saber se eu publicava textos em outros locais. Isto porque identificou alguns de meus textos em determinado site (postarei os links em seguida) e achou por bem me avisar.

Assustada e curiosa, cliquei nos links que me foram enviados e verifiquei que alguns de meus textos realmente haviam sido copiados, o que poderia ser encarado com naturalidade, uma vez que os publico todos na internet, mas desde que fossem dados os devidos créditos autorais. No entanto, não foi o que constatei.

Laís P. Martins, a suposta responsável por essa chateação, copiou e colou alguns de meus textos, sem modificar sequer uma vírgula, utilizando ainda as mesmas imagens que utilizo para ilustrar tais textos. Chega a ser cômico, quando, na tentativa de ter como seu o texto "Mulher Invisível", ilustrou-o com a mesma imagem publicada aqui no Embrulho, em que, numa foto de infância, ninguém menos do que eu própria aparece vestida de matuta. Aliás, neste post, ela alterou a menção que faço a meu nome pelo dela.

Talvez uma ou outra pessoa em meu lugar pudesse sentir-se lisonjeada por ter seus textos copiados, como se isto fosse sinal da qualidade dos mesmos. Talvez eu me pusesse nessa situação, caso meu plagiador fosse alguém de gabarito, como um Mayrant, uma Renata, uma Nauta da vida, ou qualquer um dos tantos outros escritores de quilate que temos por aqui, dentre os quais naturalmente eu não me encontro. Mas a eles faltam a necessidade e o desvio de caráter para o exercício deste tipo de prática.

Fui apenas vítima da falta de escrúpulos.

Por fim, deixo aqui um recado à minha ilustre leitora, senhora Laís Martins, a fim de que deixe de publicar meus textos como se seus fossem, porque obviamente não o são, ou, alternativamente, que dê os devidos créditos a quem verdadeiramente os escreveu – euzinha. Na eventual hipótese de negativa ao meu pedido, aí, sim, utilizarei todos os meios cabíveis, inclusive de cunho judicial, para defender meu direito autoral.

Seguem os links:

1. Mulher Invisível, publicado aqui no Embrulho em 19 de junho de 2009 e publicado no dia 12 de julho de 2009 no site Poetas Mortos:
http://www.poetasmortos.com.br/index.asp?op1=2&op2=0&idTexto=15689

2. AF 447, publicado aqui no Embrulho em 1º de junho de 2009 e publicado no Poetas Mortos, em 12 de julho de 2009:
http://www.poetasmortos.com.br/index.asp?op1=2&op2=0&idTexto=15690

3. Gente comum não me cansa, publicado aqui no Embrulho em 24 de maio de 2009 e publicado no Poetas Mortos, em 12 de julho de 2009:
http://www.poetasmortos.com.br/index.asp?op1=2&op2=0&idTexto=15691

4. No picadeiro, texto que a senhora Laís Martins achou por bem alterar o título para “as Máscaras...” (sic!), publicado aqui no Embrulho em 09 de julho de 2009 e publicado no Poetas Mortos em 12 de julho de 2009:
http://www.poetasmortos.com.br/index.asp?op1=2&op2=0&idTexto=15692


P.S.: Registro meus agradecimentos aos generosos, ainda que desavisados, comentaristas dos textos plagiados.

sábado, 15 de agosto de 2009

Sob.


Como saber se estão tentando ou não te subjugar? Como saber se a intenção do outro não é outra, senão te dominar, te vencer e te ter, permanentemente, sob sua zona de influência? Como reagir a tal agressão sem parecer arrogante e audacioso? Como se defender dessa ameaça sem armas desproporcionais e descabidas? Pior: como deixar-se dominar sem parecer servil em demasia? Como se deixar vencer pelo simples prazer de sentir-se subordinado? Como aceitar que o que se quer é ser domado sem que a culpa e a vergonha recaiam sobre seus ombros? Como evitar aqueles olhares? Como?

domingo, 9 de agosto de 2009

I never cry.




Estamos longe, mas eu o vejo todos os dias lendo e criticando o que ele chama de "jornaleco". Tomamos uma média e comemos nosso pãozinho na chapa. Eu o escuto cantar "Quem quer pão" da Xuxa. Assistimos às corridas de F1, às partidas de tênis, lemos Vidas Secas, Viva o Povo Brasileiro e a História da Guerra do Peloponeso juntos. Ele me ensina sobre mitologia, corrige meu inglês e meu francês. Me convence de qualquer coisa, sem impor ou alterar o tom de voz. Divide comigo o vinho, a cerveja e as músicas. Respeita minhas escolhas e me acolhe nos equívocos. Minhas amigas são loucas por ele. Eu já disse aos quatro cantos que não caso, enquanto não arrumar uma cópia fiel sua. Nossa ligação é de outro mundo, de outras vidas - se é que isso existe. Olho para ele e morro de orgulho. Morro! E hoje, mesmo com algumas ruguinhas na testa e não sendo o que ele planejou, tenho certeza de que ele ainda olha para mim e vê apenas a princesinha do papai.

sábado, 8 de agosto de 2009

Tirando as sandálias.

É preciso lembrar que não se é metade. É preciso lembrar que não se é metade desesperada por migalhas. É bom que se conscientize, que internalize. É muito bom saber que existem regras. As suas regras. O seu texto codificado de imposições deve ser respeitado. É preciso que se saiba entrar na vida do outro. É preciso se comportar como uma visita. Alguém que chega e senta, mas, antes, pergunta se pode. Porque é isso mesmo. Isso aqui já é lote cercado e registrado.

Quer entrar? Seja bem vindo, mas "tire as suas sandálias, porque esse terreno aqui é sagrado".

sábado, 25 de julho de 2009

Cinza.

O que fazer nesses dias de tédio profundo? Onde estão as portas de emergência? Dois capítulos infrutíferos. Ânsia por uma ligação, uma mudança, uma cor. O que poderia acontecer para modificar este cenário cinza e sem graça? Aparentemente nada. O que em você poderia modificar este cenário cinza e sem graça? Muita coisa. Que tal um chope? Melhor rezar para não transmitir essa energia a terceiros.

Eis que um convite, uma mensagem inesperada e significativa muda o que parecia petrificado. E, graças a Deus, você volta a enxergar o que realmente tem valor. Ufa! Uma mensagem, algumas amigas e três cervejas. E tudo volta ao normal.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Condições.

Quero isso, quero assim e quero agora. Aceito seus sentimentos, se respeitadas minhas condições. Não haverá feridas, se entrar no jogo e se sujeitar às minhas regras. Amarei você, desde que. Não desobedeça, não me desagrade, não falhe. Adivinhe meus desejos, me dê apoio, me suporte. A razão está comigo, mas a razoabilidade não.

Quem não sofre tentando impor seus limites, seus padrões e suas vontades? E quem não sofre ao se subjugar ao arbítrio alheio?

quinta-feira, 9 de julho de 2009

No picadeiro.


São tantas as máscaras que a gente usa. Todo os dias, com todo mundo. Um ou outro tem a sorte (ou azar) de transpor essas barreiras sociais. Um ou outro paga o preço de se mostrar e se manter transparente. É tanta crítica e tanta execução por nada. É tanta gente vivendo numa crença, quase fanática, de suas, e somentes suas, verdades, que é melhor mesmo usar umas armaduras vez por outra. Mas se redesenhar, se distanciar da própria essência a cada nova mesa de bar? Deixar de viver para, apenas, contracenar? Não, não me parece que a ditadura da 'mochila da Company' deva se perpetuar. A ditadura do sou, uso e faço o que for necessário para ser socialmente aceito.

É, eu sei. Mudou o objeto, mas a ditadura ainda vigora. E quem atua, entra. Quem se atém à própria autenticidade, faz, apenas, o "respeitável público" rir.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Perigo real ou aparente.

De que você tem medo? De avião, de cobra, barata, ladrão? Elevador, escuro, doença, solidão? De tudo dar errado? De nadar e morrer na praia? E de se tornar um frustrado? De ficar pobre? De rugas? E de cair da bicicleta? De alma, espírito, assombração? E de gente, você não tem medo, não? E de paralisar de medo? De sentir dor? De morrer cedo? De, simplesmente, morrer? E de viver, você tem?

sábado, 4 de julho de 2009

Não, sem culpa.

Dizem que a gente colhe o que planta. Certo. Dizem que o bem que a gente faz ao outro volta para a gente. Tá, pode ser. Volta em saúde e paz de espírito, não é? Porque, em muitos casos, aqueles que te alugam os ouvidos, os ombros e tudo o mais que você oferte, nas tempestades, te acendem velas. Na bonança, te varrem para debaixo do tapete.

Há poucas relações recíprocas. Dificilmente, recebemos de nossos sanguessugas aquilo que lhes conferimos - muito menos na mesma medida. Mas é bom que essa consciência venha à superfície. Assim, a gente se constrói mais independente. Não fica à espera do reflexo de nossa simpatia e generosidade no outro, podendo, principalmente, definir quando, como e para quem vamos apenas, e sem culpa, dizer não.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Acreditar é preciso.

Ainda que minhas equações não fechem e que minha ciência não prove. Ainda que minha lógica não veja razão. Ainda que eu não compreenda como pode ser possível Sua existência e Sua onipresença. Ainda que ache injusto qualquer minuto de preocupação comigo. Ainda que ache de um egoísmo sem precedentes querer que Se preocupe comigo. Ainda que não entenda Seu amor, apesar de todas as minhas mancadas. Não acreditar Nele me faz sentir como uma menininha de cinco anos solta e perdida no centro da cidade, esperando que alguém a salve e a leve para casa.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Servidos?

Às vezes, tudo o que precisamos é ver as coisas por outra perspectiva. Abrir a porta e se apresentar ao mundo. Com coragem, com vontade. Experimentar novos sabores e se dar conta de que nem só de feijão com arroz ou sonhos frustrados vive a humanidade. Há, sim, muitas outras opções na prateleira. Basta apenas escolher uma delas e pagar o preço, que, inevitavelmente, será cobrado.